\n'; document.write(barra); } } changePage();
PREFÁCIO
Este livro de Nelson Liano Jr. em parceria com Paulo Coelho, que há muito vem
estudando este obscuro setor do ocultismo que é o Vampirismo, é sem dúvida um
gratificante exemplo de uma pesquisa séria para além dos umbrais do
materialismo que, dominando e envolvendo o mundo contemporâneo, nele propaga
culturalmente um certo desleixo para com uma missão mais espiritual dos fatos e
da vida.
Os autores nos mostram, através da temática que tão bem
dominam, quanto o homem contemporâneo necessita libertar-se da prisão das aparências
através de uma atitude mental sadia e guerreira (samurai), segundo a qual, por
sua vontade, possa desenvolver uma condição mais criativa no mundo, sem
deixar-se dominar pelo emocional.
Em boa hora chega este livro, tão necessário ao homem
moderno, passível de vampirizar-se a si mesmo pelo desânimo diante de uma
civilização em que vencer significa dominar seus semelhantes, e a revolta dos
oprimidos leva o nome de subversão. Porque vampiro como bem colocam os autores
é aquele que nem aceita carregar sua cruz e viver dignamente e o seu destino
evolutivo, nem aceita morrer. Suspenso em um limbo nem de vida nem de morte,
alimenta com a energia do sangue alheio, uma elegante aparência de saúde.
Assim, com forte vigor cultural e poético, o vampiro nos é
apresentado, neste livro, como um ser que, revestido de sua própria solidão
rompe esta lei natural do cosmos, que é a constante troca energética entre as
diversas manifestações da Vida.
Pautado em vários anos de estudos e pesquisas, este livro nos
adverte quanto aos benefícios de uma vida sadia, sintonizada segundo um
comportamento ético e é um bem-vindo exemplo de que o, para mitos, insólito
enfoque (de um estudo) ocultista, tem uma contribuição prática e filosófica
inestimável para a compreensão do cotidiano, e principalmente para uma
corajosa atitude de luta em favor dos mais nobres valores da humanidade, numa época
em que o progresso científico e tecnológico tem lançado o ser humano diante
de um tão grande leque de opções em todos os sentidos, determinando, em função
de interesses políticos e econômicos, um outro tipo de vampirismo, em que
certa confusão mental pode levar a uma indiferença emocional e à descrença,
culminando com a atitude de tantas pessoas que é a de temer a morte e portanto
não se engajar na vida, como qualquer vampiro.
Neste "Manual Prático do Vampirismo", Paulo Coelho,
resumindo sua trajetória de estudioso vampirólogo, irmana-se com Jean-Paul
Bourre, pesquisador de Vlad Drácula (O Drácula de Bram Stoker) a cuja
contribuição acrescenta imparcialidade, a ele nivelando-se em liberdade de
pensamento e conhecimento.